quinta-feira, 8 de março de 2012

Crônica tirada de uma notícia de jornal.

Era madrugada quente, típica de uma madrugada de verão num país tropical. Quatro amigos andavam pela principal rua da cidade. Ali bem perto havia uma praça, onde namorados gostavam de ficar, mas já era tarde, estava tudo deserto. A cidade dormia menos os quatro amigos. O mais jovem de 19 anos era o mais entusiasmado de todos e o tempo todo instigava o restante do grupo a brincar com fogo. Literalmente.
Brincar com fogo sempre foi um terror para os pais, não há criança que não se sinta atraída pelas labaredas, pela fumaça, pelo calor do fogo, é perigoso e por isso atrativo, no entanto aqueles rapazes já não eram mais crianças e mesmo assim os seus olhos brilhavam com a possibilidade de brincar com fogo.
E assim seguiram combinando e dividindo a missão de cada um naquela madrugada. Um buscaria gasolina, o outro providenciaria fósforos, os outros dois aguardariam no lugar marcado. Minutos se passaram quando os dois rapazes chegaram trazendo o que foram buscar e então resolveram atear fogo. Mas onde? Será que queriam fazer um lual, com direito a violão e músicas românticas que certamente agradariam as moças em seus quartos com janelas que dão para praça.
Era comum nos anos 60 e 70 eventos como esses acontecerem, os boêmios como eram chamados os rapazes que faziam da madrugada seu palco e as estrelas sua plateia, enchiam as praças, as calçadas das enamoradas de melodias apaixonadas. Juventude saudável dirão muitos hoje em dia.
Mas voltando aos quatro amigos, o que pretendiam de posse da gasolina e de um maço de fósforos. Nada de mais, queriam apenas tocar fogo, ver as labaredas subirem, até aí tudo bem, não fosse a falta total de humanidade. Eles atearam fogo em dois moradores de rua, que dormiam sobre o teto de estrelas. Era apenas uma brincadeira...
Adriana Kelly

sábado, 6 de março de 2010

MEMORIAL DE LEITURA
Adriana Kelly

Filha de professores, embora o meu pai não tenha seguido carreira, fui criada num ambiente, posso dizer, alfabetizador. De um lado minha mãe envolta em livros, do outro meu pai envolto em melodias e letras do que há de melhor na música popular brasileira - ele é músico.
De fato toda a minha família sempre valorizou muito o estudo e logo cedo fui para a escola, o que não era comum antigamente, uma vez que só se entrava para a escola aos sete anos de idade, eu entrei aos quatro e aprendi a ler aos cinco anos.
Tive duas incentivadoras à leitura: minha primeira professora, que hoje é minha colega de trabalho, a qual menciono, com muito carinho, sempre quando falo com meus alunos que também são dela. Professora Socorro, minha primeira incentivadora à leitura, ainda de imagens, dos contos de fadas. A segunda foi uma tia que também é mãe, pois foi ela quem me criou, embora sempre estivesse em contato com o s meus pais, eu morei com ela até me casar.
Lembro-me das histórias, inventadas por ela, que me contava. Eu viajava para um mundo mágico.
Foi assim que me tornei uma pessoa apaixonada pelos livros.
Quando fazia a 4ª série do Ensino Fundamental ganhei um prêmio por ser a aluna que mais leu durante todo o ano. Eu devorava os livros que pegava emprestado, devolvia-os antes do prazo determinado. O prêmio foi um livro que guardo até hoje, é uma coletânea de textos produzidos por alunos num projeto do Governo do Estado de Pernambuco, no ano de 1982. Dentre os textos da coletânea, um me marcou: O prédio verde. Vou contar o porquê:
O texto conta que no certo lugar havia um prédio verde, bem diferente dos prédios que conhecemos e dentro desse prédio vivia todo tipo de bicho, esse prédio, na verdade era uma árvore bem grande plantada numa praça. Nesse prédio todos se respeitavam e havia um balanço enorme onde cabiam todos de uma só vez- O Balanço da Paz.
Sempre melosa, tinha uma paixão por livros que me faziam chorar e foi na Biblioteca, onde trabalhava Dona Zenaide Magalhães, que conheci duas obras que leio até hoje e daqui a algum tempo os entregarei para minha filha mais velha ler - ela que também é uma viciada em leitura. São elas: Pollyanna Menina e Pollyanna Moça, dois clássicos da Literatura infanto-juvenil de Eleanor H. Porter, publicado em 1913.Os ensinamentos destes livros serviram para fazer de mim um ser humano melhor. Os títulos referem-se à protagonista, Pollyanna Whittier, uma jovem órfã que vai viver em Beldingsville, Vermont com sua unica tia viva, tia Polly. A filosofia de vida de Pollyanna é centrada no que ela chama "o Jogo do Contente", uma atitude otimista que ela aprendeu com o seu pai. Esse jogo consiste em encontrar algo para se estar contente, em qualquer situação por que passemos. Isso se originou com um incidente num Natal, quando Pollyanna, que estava achando que ia ganhar uma linda boneca, acabou recebendo um par de muletas. Imediatamente o pai de Pollyanna aplicou o jogo, dizendo a ela para ver somente o lado bom dos acontecimentos — nesse caso, ficar contente porque "nós não precisamos delas!"Conto isso para os meus alunos e para minhas filhas e faço o jogo do contente, acreditem!
E assim seguiram as minh leituras com Heyde, mesmo estilo de Pollyanna.
Algum tempo depois mudei de estilo,comecei a ler histórias de assombração e mistério,coleções que ainda circulam por aí, a exemplo da coleção Quem tem medo da editora Scipione.Passava a tarde inteira lendo e claro me sentia personagem das aventuras.Era muito bom, tenho saudades dessa época.
Aí veio a adolescência e com ela a fase dos romances româticos.Quem não lembra de Sabrina, Júlia, Bárbara, entre outras.Imaginava encontrar um príncipe encantado, assim como nesses romances, sonhava com o homem perfeito,ou seja,tão real quanto o colehinho da Páscoa.Mas faz parte dessa época da vida.
Essa fase passou rápido, graças ao professor de Literatura Edilson Brainner,. Falaria três páginas desse professor,ele é daqueles que marcam a vida da gente.Nas férias ele abria as portas de sua casa,digo nas férias porque ele trabalhava os três expedientes,mas mesmo sem ser férias estava sempre disponível para mostrar sua biblioteca, humilde em espaço físico, mas rica na quantidade e qualidade de obras.Foi assim que conheci Macha do de Assis,nome do meu blog.Este magnífico escritor era mencionado nas aulas de Literatura com tanta paixão que não deu outra, li tudo e tenho todas as suas obras em minha biblioteca,foi um presente da minha mãe.
Capitu e eu temos muito em comum, por isso a defendo sempre dizendo que ela não traiu e que Betinho, assim como muitos homens, não sabem lidar com mulheres bem resolvidas.Que fique claro, não sou feminista, tenho horror a radicalismos.
Outos autores me foram apresentados e lembro que as fichas de leitura elaboradas por este professor não tinham questões que imbecilizam os alunos, do tipo, quntas páginas tem o livro?, qual ano de publicação? Cite o autor e a editora e por aí vai...
Os questionamentos eram quase um diálogo entre professsor, autor e aluno, fazia-nos pensar, tomar posições,refletir....Que saudades de Edilson Brainner, queria que estivesse ainda entre nós pera ler este memorial, iria se emoicionar, tenho certeza que sim.
E durante o Ensino Médio outros livros me chamaram atenção, estava agora noutra fase. Nessa época, tinha uma disciplina chamada O.S.P.B cujo professor fingia que ensinava e os alunos fingiam que entendiam tudo de Organização Social e Política do Brasil. Infelizmente o mestre pintou de preto essa disciplina ,perdendo uma ótima oportunidade para desenvolver a criticidade dos alunos.
As leituras que me marcaram no Ensino Médio foram Incidente em Antares de Érico Veríssimo e O Mundo de Sofia.
O livroI Oncidente em Antares é dividido em duas partes, onde se misturam acontecimentos reais e irreais.
Na primeira parte, é apresentado o ajustamento das duas facções políticas da cidade (os Campolargo e os Vacariano) às oscilações da política nacional. Apresenta também a união deles em face da ameaça comunista, como é conhecida na cidade, a classe operária que reivindica seus direitos.
Na segunda parte, acontece o "incidente" do título: com a greve geral em Antares e a morte inesperada de sete pessoas, incluindo a matriarca dos Campolargo, os coveiros são impedidos de efetuar o enterro, e desta forma, aumentando-se a pressão sobre os patrões. Os mortos, não sepultados, adquirem "vida" e passam a vasculhar a vida dos parentes e amigos, revelando, então, a podridão moral da sociedade. Como as personagens são cadáveres, e portanto, livres das pressões sociais, podem criticar à vontade a sociedade.É uma obra muito bem escrita,vale a pena ler.
Já o Mundo de Sofia é um romance de Jostein Gaarder, publicado em 1991. O livro funciona tanto como novela, como um guia básico de filosofia. Também tem temas conservacionistas.
Nesta época eu fazia dois cursos: Contabilidade no turno noturno e Magistério no turno vespertino.Gostava dos dois,porém a cada bimestre se confirmava a minha vocação para lecionar.Por causa do Magistério comecei a ler livros mais técnicos, específicos para educadores,no entanto não foi possível não me encantar pelos livros de Paulo Coelho que passou a ser meu escritor favorito,depois de Machado, lógico.
Lembro-me especialmente de As Valkírias romance que mostra claramente o homem que existe por detrás do mago, e isto poderia decepcionar alguns poucos que estão em busca de “seres perfeitos”, com verdades definitivas a respeito de tudo. Mas os verdadeiros Buscadores sabem que, independente de todas as nossas falhas e defeitos, o Caminho Espiritual é mais forte. Deus é amor, generosidade e perdão.
Mais tarde, bem mais tarde, outra febre: Augusto Cury. A coleção Análise da Inteligência de Cristo com cinco livros é sensacional, não são livros de auto-ajuda, não dos que costumam dar receitas para se conquista a felicidade em dias, inclusive o autor tem obras com essa característica, porém essa coleção nos aproxima de Deus e nos torna mais sensíveis e tolerantes.
Poderia escrever uma centena de páginas relatando minhas viagens através da leitura, mas estou certa que fui fiel às que mais me marcaram.
Atualmente tenho lido livros mais filosóficos a e reflexivos, pois passei o ano de 2009, por causa do GESTAR II, lendo livros específicos da minha área, especialmente sobre lingüística. Vale salientar que foi um ano muito rico,eu aprendi muito, foi de fato um marco na minha vida profissional - trabalhar com Formação Continuada com meus colegas professores foi uma experiência sem igual.
A cabana e os livros de Mário Sérgio Cortella são destaque em 2010.
A cabana de é um livro que conta uma história de um encontro entre uma pessoa e a Trindade. O livro aborda várias questões relacionadas ao caráter de Deus Pai, Filho e Espírito Santo e traz questionamentos relacionados ao sofrimento humano, sendo a velha Cabana uma metáfora da alma humana. Não é um “livro gospel” e não é considerado de auto-ajuda, mas sim de ficção. O ponto de maior polêmica é a forma que a Trindade é apresentada.
Sem dúvida o livro leva à reflexão sobre como lidamos com o sofrimento e como nos relacionamos com Deus.
Já os livros Qual é a tua obra? E Não nascemos prontos de Cortella são filosóficos, enfatiza valores morais e éticos é ideal para educadores, pais e executivos.Tenho aprendido muito com esse autor.
Por fim, quer dizer, um Memorial de leitura é um texto sempre inacabado, porém este texto precisa ser encerrado e finalizo com uma frase de Carlos Drumonnd de Andrade, com a qual concordo, mas, como professora, tenho em minhas mãos a possibilidade de mudar esta realidade e o GESTAR II me deu a receita.
A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.
Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

GESTAR II A retomada...
Dia 27 de fevereiro de 2010
Apresentação dos Projetos
2º Encontro
19/12

A insatisfação que motiva

Guimarães Rosa já dizia:
“O animal satisfeito, dorme”.

Chegamos ao final do GESTAR II e a sensação é de insatisfação. Ao contrário do que normalmente se pensa o sentimento de insatisfação é algo infinitamente bom. Tenho medo de pessoas satisfeitas. A satisfação paralisa, entorpece,encerra,conclui,termina, estanca a vontade de alguma coisa.
Eis alguns exemplos de que a insatisfação é benéfica: quando assistimos a um bom filme e ficamos olhando o letreiro passar na verdade temos a sensação de que nova cena vai surgir; A melhor comida não é aquela que sempre dá vontade de repetir, o bom livro não é aquele que você tem pena de terminar e mesmo quando acabamos de lê-lo ficamos com ele no colo,absortos achando chato ter terminado. Foi assim com o GESTAR II, a insatisfação levou os professores a entrar em acordo para não findar os encontros/oficinas e desde já agendamos os encontros para 2010. O primeiro do ano será o Encontro de Avaliação e Apresentação dos Projetos e mais a cada encontro retomaremos o estudo das TPs com temáticas que são relevantes segundo o grupo e neste primeiro encontro a temática escolhida foi A função social da Gramática: Como trabalhar conteúdos gramaticais dentro de um contexto.

Acordos feitos, passamos para o estudo do TP6 AAA6, numa oficina de seis horas.

Comecei apresentando o slide da turma da Mônica para provocar a seguinte reflexão: O que o título dessa HQ tem a ver com o GESTAR II?

QUEM TE VIU E QUEM TV

As observações foram as seguintes:

O programa mexeu com a nossa prática pedagógica;
Com o GESTAR II mudamos nossa concepção do que é o ensino da língua;
Percebemos quão maravilhoso é o trabalho com diversos gêneros textuais;
Crescemos como pessoas e como profissionais, mudamos a maneira de ver os “erros” dos alunos e melhoramos o relacionamento na .sala de aula.

Por isso a frase, agora escrita de acordo com o nosso conhecimento prévio,quem te viu e quem te vê, tem tudo a ver com o chacoalho que o GESTAR II provocou e como tornou-se costumeiro analisamos o texto apresentado classificando-o quanto a intencionalidade, situacionalidade e intertextualidade,fazendo várias interpretações.Pois é depois do GESTAR II todo texto lido dá muito pano pra manga.

E já que estamos motivados com a leitura passamos para um texto muito reflexivo.
Lecionei a todos eles, foi o texto da vez e as reflexões foram acaloradas.

As Unidades 21 e 22 foram os nossos alvos.

Iniciei o estudo dessas unidades com a leitura de tirinhas para:
• Identificar marcas de argumentatividade na organização dos textos;
• 2- identificar e analisar diferentes tipos de argumentos que sustentam uma argumentação textual;
• 3- reconhecer a qualidade da argumentação textual.

Em seguida trabalhei com provérbios para que houvesse a percepção da construção e a qualidade da argumentação, bem como sugerir a produção textual em grupo onde poderia haver concordância ou refutação.

Escolha um provérbio e construa um texto argumentativo em que a tese seja a moral:
1. Quem tem boca vai à Roma;
2. Devagar se vai ao longe;
3. Mais vale um pássaro na mão do que dois voando;
4. Antes tarde do que nunca
Quem tudo quer tudo perde.

Mesmo tendo proposto a produção escrita, esta não aconteceu, e realizamos então um debate e aí choveram argumentos a cada provérbio apresentado.

Em seguida propus a leitura do texto da página 38 e a resolução das questões de 1 a 4.

Logo em seguida socializamos as respostas e então eu apresentei alguns slides com as seguintes considerações:

Uma boa argumentação depende, primeiramente, da clareza do objetivo (da tese a comprovar); e depois, da solidariedade entre os argumentos: todos devem conduzir para o mesmo objetivo.
Como argumentar é firmar uma posição diante de um problema, um compromisso com a informação e o conhecimento, não é possível construir uma boa argumentação com argumentos fracos, falsos ou incoerentes

Ao mobilizar argumentos para sustentar uma tese, ao apresentar que idéia pretende fazer crer aos outros, o autor depende de seus pontos de vista, de seu conhecimento sobre o assunto e dos argumentos que julga mais eficazes para atingir o raciocínio e a vontade de seu interlocutor.
Com tantos fatores em jogo, uma argumentação pode não ser bem-sucedida. Assim, a cada argumento bem construído pode corresponder um argumento mal construído; o que resulta em defeitos de argumentação.
É difícil falar em defeitos de argumentação em sentido muito genérico, porque um defeito de argumentação está sempre relacionado às finalidades do texto.
Por isso, a organização dos sentidos globais do texto precisa ser levada em consideração.
Contradições em um texto podem servir de argumentos positivos em outro.
Uma argumentação é considerada inadequada ou defeituosa quando não dá condições para que os objetivos sejam atingidos.
Há várias razões para isso acontecer: podem ser razões ligadas à incompreensão, ou não-aceitação, do interlocutor; podem ser razões ligadas ao desenvolvimento do texto, ou mesmo razões relacionadas à não-correspondência entre os argumentos e o “mundo real”.
Em suma, encontramos, na escolha dos argumentos, vários níveis de adequação e vários níveis de inadequação quanto à demonstração da tese pretendida: os sentidos globais do texto e o objetivo da argumentação é que definem sua qualidade

Partindo para a Unidade 22

· Apresentar elementos de reflexão e estratégias relacionados ao planejamento de textos.
· Identificar estratégias que podem ser utilizadas para o planejamento e a escrita de textos.
· Desenvolver atividades de planejamento e escrita, considerando a construção e revisão textual.

A proposta é responder às questões de A a I das páginas 78 e 79 do TP6 a partir das leituras dos textos das páginas 76 A 78.

Após a socialização das questões, fiz a leitura do material de apoio, slides fundamentando e justificando o trabalho OFICINAS DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, produzido por Aya Ribeiro.

Em seguida apresentei os objetivos da Unidade 23:

• Identificar parâmetros de avaliação e ações necessários ao desenvolvimento da etapa de revisão.
• Identificar os elementos necessários ao desenvolvimento da etapa de edição.
• Produzir atividades de revisão e de edição da escrita para seus alunos.

Atividade proposta:

Leitura do texto Sim,sou seu súdito e a partir da leitura sugerir como trabalhar com este texto na sala de aula.

Ampliar a frase, O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA coletivamente, acrescentando classes gramaticais, atentando para o uso dos conectores

O texto ficou assim:

O rato raivoso roeu rapidamente a roupa da rainha e do rei de Roma.
A rainha Regina e o rei Raimundo reagiram revoltados, repentinamente resolveram resgatar os restos das roupas roídas e rasgadas.
Restauraram e reaproveitaram os retalhos das roupas das realezas do reino romano.
O rato refugiou-se na relva, rindo da resenha real.



E finalmente a Unidade 24

Objetivos:
• Avaliar o envolvimento do professor com o que os adolescentes leem;
• Conhecer as principais tendências na produção de uma literatura para adolescentes e critérios de seleção de obras;
• Desenvolver atividades capazes de despertar o aluno para o prazer e o valor da literatura.

E para atingir os objetivos apresentei os slides com o texto Gato,Feio, o gato.

Dei espaço para reflexões e interpretação, bem como análise dos recursos lingüísticos utilizados pela autora.

Finalizei com os trechos do livro de Aya Ribeiro JANELAS ABERTAS PARA A LEITURA:

Lembrando que uma escola que se pretende atualizada e adequada aos seus educandos não pode ignorar a necessidade de realização da autonomia do sujeito na e pela leitura, e deixar de ser apenas reprodutora de imagens e textos alheios. (Ribeiro, 2003a, p.23).


E então que a frase de Cora Coralina seja regra rígida a ser seguida por todos nós:

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina !” (Cora Coralina)


E como foi dito e apresentado por mim no último seminário Só acredito em um Programa de Formação continuada quando este,além de ampliar e aperfeiçoar o conhecimento,também e sobretudo , transforma o “ser” humano. Por isso acredito no GESTAR II, pela forma como aborda temas e conteúdos, por vezes complexos. Os textos , os questionamentos, as reflexões fazem com que cresçamos como profissional e como gente e foi valorizando esse perfil do Programa que em todas as oficinas procurei trabalhar a sensibilidade, afinal o acolhimento e a afetividades são fatores determinantes para que haja aprendizagem e foi assim que a formadora AYA RIBEIRO nos apresentou o GESTAR II, com a humildade de um sábio, com a sensibilidade de um mestre e com a dedicação de quem ama o que faz e pelo que observei até aqui os professores cursistas comungam do pensamento que abre este texto.Então porque não dizer que somos todos felizardos...


Uma mensagem final:

E tem gente que se acha...

Esse texto é um dos maravilhosos capítulos do livro Qual é a tua obra do escritor Mário Sérgio Cortella.É longo,mas vale a pena ler até o fim.

Quando se pensa e se faz o trabalho como obra poética, em vez de sofrimento contumaz, sempre vem à mente a questão do “trabalho digno” isto é, aqueles ou aquelas que se consideram superiores como seres humanos apenas porque têm um emprego socialmente valorizado.
Aliás, é sempre nesses casos que entra em cena o famoso “sabe com quem está falando?”
Um dia procurei representar uma possível resposta científica a essa arrogante pergunta, e,de forma sintética,registrei essa representação em um livro meu chamado A escola do conhecimento(Cortez);agora,de forma mais extensa e coloquial,aqui vai esse relato,partindo do nosso lugar maior,o universo,até chegar a nós.
Hoje, em física quântica, não se fala mais no universo, mas em multiverso. A suposição de que exista um único universo não tem mais lugar na Física. A ciência fala em multiverso e que estamos em um dos universos possíveis. Este tem provavelmente o formato cilíndrico, em função da curvatura do espaço, portanto, ele é finito e tem porta de saída, que são os buracos negros, por onde ele vai minando e se esvaindo.Até 2002,era quase certo que nosso universo fosse cilíndrico,hoje já há uma suspeita de que talvez não.Mas a teoria ainda não foi derrubada em sua totalidade.Supõe-se que este universo possível em que estamos apareceu há 15 bilhões de anos.Alguns falam em 13 bilhões,outros em 18,mas a hipótese menos implausível no momento é que estamos num universo que apareceu há 15 bilhões de anos,resultante de uma grande explosão,que o cientista inglês,Fred Hoyle apelidou de big-bang, e esse nome pegou.
Qual é a lógica?Há 15 bilhões de anos,é como se se pegasse uma mola e fosse apertando, apertando, apertando até o limite, e se amarrasse com uma cordinha. Imagine o que tem ali de matéria concentrada e energia retida!Supostamente, nesse período, todo o nosso universo estava em um único ponto adensado, como uma mola apertada e,então,alguém, alguma força- Deus, não sei,aqui a discussão é de outra natureza - cortou a cordinha.E aí,essa mola,o nosso universo,está em expansão até hoje. E haverá um momento em que ele chegará ao máximo da elasticidade e irá encolher outra vez.A ciência já que o encolhimento acontecerá em 12 bilhões de anos.Fique tranqüilo, até lá você já estará aposentado pelas novas regras.
Você pode cogitar algo que a Física tem como teoria:ele vai encolher e se expandir outra vez.Talvez haja uma lei em que o movimento da vida é a expansão e encolhimento.Como é o nosso pulmão,como bate o nosso coração,,com sístole e diástole.Como é o movimento do nosso sexo,que expande e encolhe,seja o masculino seja feminino.Parece que existe uma lógica nisso,que os orientais,especialmente os chineses e os indianos,capturam em suas religiões,aquela coisa do inspirar e expirar.Parece haver uma lógica nisso,a ciência tem com isso como hipótese.
Assim, há 15 bilhões de anos, houve uma grande explosão atômica, que gerou uma aceleração inacreditável de matéria e liberação de energia. Essa matéria se agregou formando o que nós, humanos,chamamos de estrelas e elas se juntaram,formando o que chamamos de galáxias (do grego galaktos,leite).A ciência calcula que existam em nosso universo aproximadamente 200 bilhões de anos de galáxias.Uma delas é a nossa, a Via Láctea,que é “leite”,em latim.Aliás,nem é uma galáxia tão grande;calcula-se que ela tenha cerca de 100 bilhões de estrelas.Portanto, estamos em uma galáxia, que é uma entre 200 bilhões de galáxias,num dos universos possíveis e que vai desaparecer.
Nossa galáxia, repleta de estrelas, uma delas é o chamam de estrela-anã, o Sol. Em volta dessa estrelinha giram algumas massas planetária sem luz própria, nove ao todo,talvez oito(pela polêmica classificação em debate).A terceira delas,a partir do Sol,é a Terra. O que é Terra?
A Terra é um planetinha que gira em torno de uma estrelinha, que é uma entre 100 bilhões de estrelas que compõem uma galáxia, que é uma entre outras 200 bilhões de galáxias possíveis e que vai desaparecer. Veja como nós somos importantes...
Aliás, veja como nós temos razão de nos termos considerado na história o centro do universo. Tem gente que é tão humilde que acha que Deus fez tudo só para nós existirmos aqui. Isso é que é um Deus que entende de relação custo-benefício. Tem indivíduo que acha coisa pior,que Deus fez tudo isso só para esta pessoa existir.Com o dinheiro que carrega,com a cor de pele que tem,com a escola que freqüentou,com o sotaque que usa,com a religião que pratica.
Nesse lugarzinho tem uma coisa chamada vida. A ciência calcula que em nosso planeta haja mais de trinta milhões de espécies de vida, mas até agora só classificou por volta de três milhões de espécies. Uma delas é a nossa homo sapiens. Que é uma entre três milhões de espécies já classificadas, que vive num planetinha que gira em torno de uma estrelinha, que é uma entre 100 bilhões de estrelas que compõem uma galáxia, que é uma entre outras 200 bilhões de galáxias num dos universos possíveis e que vai desaparecer?
Essa espécie tem, em 2007, aproximadamente 6,4 bilhões de indivíduos. Um deles é você.
Você é entre 6,4 bilhões de indivíduos, pertencente a uma única espécie, entre outras três milhões de espécies classificadas, que vive num planetinha,que gira em torno de uma estrelinha,que é uma entre 100 bilhões de estrelas que compõem uma galáxia,que é uma entre outras 200 bilhões de galáxias num dos universos possíveis e que vai desaparecer.
É por isso que todas as vezes na vida que alguém me pergunta:”Você sabe com quem está falando?”, eu repondo: “ Você tem tempo?”


Fantástico não é?



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

11º Encontro
20/11
TP2
Iniciamos o encontro com a leitura dos textos produzidos pelos professores,os textos já haviam sido entregues a mim e a socialização se deu nesta data.Os textos já foram pstados no blog.
A temática do TP2 estava sendo muito esperada pelos cursistas, uma vez que, há muitas interrogações sobre o ensino da gramática.
Como sabemos a gramática normativa reinou e continua reinando nas aulas de Língua Portuguesa e o que é pior continua amedrontando e sendo motivos de reprovação para muitos alunos.
Apesar dos professores,alguns,já trabalharem a gramática,ou seja, a função social da gramática, contextualizando e fazendo e provocando reflexões,há por parte destes muita insegurança,afinal de contas os cursos de especialização ainda deixam muito a desejar nesse sentido.
A Linguística tem conseguido, aos poucos, adentrar no ensino da língua e é através desse estudo que nós professores de Língua Portuguesa nos sustentamos e mudamos a concepção sobre gramática.
Existem ainda, professores que radicalizam e cometem um grande equívoco quando entendem que ensinar gramática é coisa ultrapassada.
Pois bem aqui vamos ao estudo do TP2 e esperamos encontrar respostas para nossas angústias.
Os objetivos da unidade 5 são bem interessantes e já cumprem de cara a missão de nos revelar como devemos trabalhar a gramática em sala de aula.

1- Caracterizar a gramática interna e o ensino produtivo;
2- Caracterizar a gramática descritiva e o ensino reflexivo;
3- Caracterizar a gramática normativa e o ensino prescritivo

A primeira leitura para posterior discussão foi a do texto de referência, O ensino da Gramática no ensino fundamental e médio: a abordagem gramatical mais adequada para se enfrentarem as questões decorrentes do fato de que há uma interface texto-gramática.

Para descontrair um pouco, embora não fugindo das reflexões fizemos a leitura do texto O assassino era o escriba, já mencionado nos encontros de formação com Aya.
O ASSASSINO ERA O ESCRIBA
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito
inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os E.U.A
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia matei-o com um objeto direto na cabeça.

(Paulo Leminski.Caprichos e relaxos.São Paulo: Brasiliense,1983.p.144)

Por se tratar de um poema metalinguístico, que retrata bem o tipo de aula desinteressante de muitas escolas atuais. E por ser um texto irônico ao extremo, bem como pela crítica a alienação das aulas de análise sintática, foi interessante apresentá-lo aos cursistas, uma vez que estávamos tratando justamente da não contextualização do ensino da gramática.
Para que o estudo da sintaxe não se torne inócuo, é essencial que o professor faça cada explicação ter sentido aplicado ao mundo. Assim, teremos um ensino de português mais atraente... E talvez assim, muitos alunos deixem de querer esganar o professor com o primeiro objeto direto que tiverem à mão.essa foi uma colocação da professora Micheline.

Continuamos o estudo com a leitura do texto Pluft,peça teatral infantil de Maria Clara Machado,pagina 22 e 23 do TP2.
Logo em seguida, em grupo os professores responderam a atividade 5 e socializando posteriormente as respostas.

Outro texto lido e discutido foi Osarta de Lygia Bojunga e também realizamos as atividades das páginas 28 e 29.

Lemos também o resumindo e estendemos as falas sobre as três concepções de gramática: a interna, a descritiva e a normativa e assim falamos sobre dois livros de Marcos Bagno que são excelentes para que passemos a entender e aceitar o quanto estávamos equivocados ao ensinar regras, regras e mais regras que no final das contas não ajudam muito nossos alunos a serem produtores de textos orais e escritos e o mais lamentável, ouvir deles que Português é difícil e lermos ao final de bilhetes a seguinte frase: desculpe os erros...
Os livros mencionados foram A língua de Eulália e Preconceito Línguístico,ambos trabalhados nos cursos de pós-graduação.

E como é de costume um trabalhinho em grupo foi proposto:
• Escolher um dos textos do TP2 para a partir dele fazer um planejamento de como trabalhar a gramática em classe

A oficina foi um pouco mais curta, pois havia outro compromisso na Secretaria de Educação, já agendado.

No entanto ficou determinado que nas aulas atividades,na escola, os professores se reuniriam para:

Ler o texto “Na gramática da escola cidadã todo verbo é transitivo”da escritora e formadora do Gestar II, Aya Ribeiro e elencarem o que mais acharam relevante para socialização no encontro do dia 19/12.
Quanto ao avançando na prática, não houve depoimentos, uma vez que todos os professores estão fazendo revisão para as avaliações do IV bimestre e também porque já ficou combinado que em 2010 todos os AAAs ,assim como todo material do Gestar II servirá de base para o planejamento,mesmo para os professores que não participram da formação, havendo assim uma espécie de multiplicadores em cada escola. Achei a ideia fantástica.
Então, até a próxima!

O TP 1 sem dúvioda despertou a vontade de produzir textos.O trabalho com a intertextualidade foi muito bom e percebemos o potencial que o professor tem para escrever.

Os textos a seguir são resultado das leituras e reflexões sobre intertextualidade,unidade 4 do TP 1.

Eis os textos prometidos. Vale à pena conferir, ficaram excelentes!

Deu a louca no mundo encantado !

Era uma vez num reino encantado muito distante, uma linda princesa chamada Cinderela. Cinderela, ou Cindy para os íntimos, tinha uma vida bem estressadinha, pois apesar de ser uma princesa, era maltratada pela madrasta e suas duas filhas, ambas bem folgadinhas.
Certa vez a garota foi convidada pelas amigas Bela Adormecida, Chapeuzinho Vermelho, Branca de neve e Maria,para ir a uma excursão lá para as bandas do reino da Rapunzel,onde estava o maior agito por causa do concurso “ Miss Fashion Hair.”Pois muito bem,as filhas da malvada madrasta de Cindy,sentindo muita inveja dela,detonaram o sapatinho de grife de Cindy que a princesa havia ganhado do namorado,o gatíssimo Romeu,ex-namorado da princesa Bela.
No entanto, a garota não se deu por vencida e recorreu a ajuda da Varinha de Condão da Madrinha de Pinóquio. Graças ao poder da fada, que improvisou um visual radical para Cinderela, toda a galera embarcou na carruagem rosa-chiclete para uma aventura radical.
Chegando lá, o concurso já havia começado e a torcida estava dividida: ora torcia pelas tranças de Rapunzel, ora se empolgava por Cachinhos Dourados,que aliás,tinha aderido à onda da chapinha e, por isso,seus cabelos estavam longos e lisos.
Desfile vai, sorriso vem, e eis que aparecem na passarela no maior etilo, a mãe da princesa Bela e a avó da Chapeuzinho...
Constrangidas e surpresas, Chapeuzinho e bela tentam fugir da imprensa que disputa aos tapas um depoimento das garotas.Muito rapidamente, as meninas descolam a vassoura de uma bruxa estilista, estacionada a poucos metros do evento e livrando-se do engarrafamento do bosque, pousam no telhado de uma casa coberta de chocolate;dessas de quebra o regime de qualquer princesa sarada.
Enquanto isso, na casa da tão perseguida Cinderela, as filhas da madrasta da princesa não conseguiam conterem-se de tanta inveja e ciúmes, até porque todas eram apaixonadas por João, que também estava no concurso.
A madrasta por sua vez,esbravejava terríveis juras de vinganças a sua pobre enteada que inocentemente divertia-se a valer.
Mas, inocentes mesmo, em relação a roubada que haviam entrado, estavam Bela e Chapeuzinho, que tentavam invadir a deliciosa casinha por uma das janelas laterais.Força aqui,força acolá e, de repente um grito ecoa por toda a floresta:
_Quem está aí?!!
Isso mesmo! A terrível bruxa, nesse exato momento, entra nesta louca aventura para deixar a história bem mais carregada de adrenalina...
E por falar em adrenalina, vamos ao resultado do concurso “ Miss Fashion Hair”: Vovó-Chapéu campeã!
É claro que nem é preciso comentar as fofocas que rolaram...até porque o que interessa no momento é saber como foi que Chapeuzinho e Bela fizeram para safarem-se da roubada em que se meteram!
Bem, Chapeuzinho por ser mais descolada, aproveitou-se da miopia da bruxa, que estava sem as suas lentes de contato e, com a lanterna do celular de Bela,induziu a malvada até uma das suas gaiolas,que no mento estava sem nenhum prisioneiro.
Mas, e o resto da turma? Onde estavam Cinderela, Branca, Maria e João? Espertinhos como eles só, pegaram uma carona no conversível que a avó de Chapeuzinho ganhou como prêmio no Concurso e, foram dar um giro pelo mundo da imaginação.
Rodaram, divertiram-se bastante e reencontraram velhos amigos, adormecidos nos livros das histórias infantis...
Atualmente, através dos sonhos e da felicidade que cada um despertou nas crianças, a galerinha conseguiu uma participação especial no filme que os Sete Anões estão estrelando, intitulado, “SALVEM A FLORESTA!”, em cartaz nos principais cinemas de todo o reino encantado.
Cinderela, de tão encantada que está com sua forma, inscreveu-se para participar do próximo Big Brother, sem falar que está morando sozinha num apartamento maneiro que conseguiu financiar lá na Terra do Nunca. Ao redor desse prédio, há lindas macieiras cuidadosamente protegidas pelo Sr. Lobo, que por causa de uma ordem judicial presta serviços comunitários da região.
Enfim,como bem se vê, seja de uma forma ou de outra, contos de fadas que se prezem, têm que ter um final feliz, onde o bem vence o mal e onde a história sempre termina assim:
E todos viveram felizes para sempre!!!


Grupo:
Rossana
Cristiane
Carmelinda


Cinderela na Cidade Maravilhosa

Certo dia na cidade maravilhosa o Fernandinho Jr.,filho de traficante Fernando Beira Mar,deu um baile em comemoração ao seu aniversário e convidou todas as pessoas de sua comunidade, especialmente seu Antônio,que tinha uma belíssima filha, a doce e encantada Cinderela.
Seu Antônio era uma pessoa pobre, sua única riqueza era a filha que criou com muita dificuldade. Fernandinho Júnior, sabedor das dificuldades de seu Antônio e interessado na filha dele, ofereceu-lhe dinheiro. O pobre homem, embora assustado com as conseqüências da oferta, sem pensar duas vezes resolveu aceitar.
Ao chegar em casa, contou tudo para a filha que,de início não concordou, afinal não tinha nenhum interesse em Fernandinho.O pai ficou muito triste e explicou que precisava de dinheiro porque estava passando por necessidades.Cinderela pensou melhor e pediu ao pai para não se preocupar e que daria um jeito de ficar com Fernandinho Júnior.
No dia da festa, Cinderela foi acompanhada de seu pai.Ao entrar no salão encontrou o dito cujo e os dois foram logo dançar. Pouco tempo depois ele precisou ir ao banheiro, então Cinderela ficou esperando ele voltar.
Mas eis que chega um rapaz lindo, de olhos verdes e pele morena. Ele olha para Cinderela e a convida para dançar. Cinderela encantada com a beleza do moço, aceita.
Fernandinho voltando do banheiro vê Cinderela com outro e começou a bater no rapaz, dando início a uma grande confusão. Cinderela procurou seu pai e saiu correndo desesperada, perdendo na fuga, seu tênis, dando por falta dele somente depois que chegou em casa.
Depois da confusão, ao descer as escadas do clube, o belo rapaz achou o tênis e o levou para casa. No dia seguinte, saiu à procura da dona do tênis e depois de muita investigação descobriu que o tênis era da moça que dançou com ele no baile e resolveu devolvê-lo pessoalmente.
Chegando lá, Cinderela atendeu e recebeu de volta o seu calçado.Ao sair,o rapaz desculpou-se pelo incidente da noite anterior.Cinderela respondeu-lhe:
_A culpa não foi sua, quem deve pedir desculpas sou eu.
_ Então estamos quites.
O rapaz despediu-se com dois beijinhos e foi embora.
Fernandinho Júnior ao saber que sua prometida estava de conversa com o seu rival, resolveu acertar as contas com seu Antonio, afinal havia dado dinheiro para ficar com a filha dele. Ao chegar à casa do velho, com seus capangas, saudou-o com dois disparos de 38 no meio da cara.
Com a morte do pai, Cinderela ficou apavorada e resolveu morar com a avó em Pernambuco.
O belo rapaz com o qual Cinderela havia dançado era na realidade um agente especial, que há muito tempo vinha investigando Fernandinho Júnior.Depois da morte de seu Antonio, as buscas foram intensificadas e numa ação eficiente toda a quadrilha foi descoberta e num forte tiroteio todos foram mortos.
O agente procurou Cinderela, com um tempo casaram-se e viveram felizes para sempre.

Grupo:
Erivânia
Micheline,
Wedna Cristina
Magneide


O amor não é mais cego...

Os tempos mudaram, e como mudaram! As pessoas fazem esforços para estar sempre na moda: é silicone, botox, academias, escova definitiva, revistas de moda, bronzeamento artificial... e esta última era a parte que mais preocupava Branca de Neve, que não bastasse a má fama que ganhou pelos tempos em que esteve morando com os Sete Anões, agora não poderia ficar desfilando pelo litoral brasileiro com aquela pele branca,mas tão branca,aponto de ser comparada à neve.
Já imaginou?! Com tanta concorrência nas praias, o príncipe em meio a tantas morenas bronzeadas?Nem pensar! Era preciso fazer mais este sacrifício! Então lá vai Branca de Neve à Clínica do Dr, Holliwood para mais algumas sessões de bronzeamento.
Logo em seguida chegou para fazer companhia uma velha amiga - Rapunzel.
_Que faz aqui Branca de Neve?^
_Vim fazer algumas sessões de bronzeamento artificial. E você amiga?
_Vim radicalizar o meu cabelo, além de está completamente fora de moda,namorado meu agora entra pela porta da frente e tem livre acesso ao meu quarto.Se as coisas não mudassem lá em casa, daqui a alguns meses eu teria de fazer tratamento para calvície.
_Nossa!Quer dizer que é verdade o babado que circula pelo reino Encantado de que você é a maior piriguete da atualidade?
_Não é pra tanto!São as fofoqueiras das suas irmãs encalhadas que querem queimar meu filme!
Para Rapunzel, as coisas também estavam mudadas,já se foram os tempos em que os casais de namorados eram românticos.A Rapunzel já não joga mais sua tranças para seu amado,porque mesmo se assim fosse, ela já não suportaria o peso de tantos numa só noite.
Onde foi parar o romantismo do tipo que ainda manda flores? Os valores estão se dissipando de uma forma que tornou-se natural os tapinhas na cara e os xingamentos de que até é bonitinha, mas é abestalhada.
Para a surpresa geral, nem os ogros conseguiram ficar imunes aos apelos da mídia e da vida moderna, e eis que no meio do papo acalorado entre Branca de Neve e Rapunzel, chega à clínica, a princesa Fiona.
_É meninas, depois que todo o aparato tecnológico percorreu o vale congelante e o deserto escaldante e mais o resto do percurso para chegar a Tão Tão Distante, comecei a me sentir uma ogra horrenda!_desabafou Fiona.
_ Bem vida ao clube!-disse Branca de Neve-depois que o príncipe e eu nos mudamos do bosque, também comecei a me sentir desta forma, agora compreendo porque minha madrasta tentou me matar quando eu era adolescente.
_ Os Shrek diz sempre que me ama assim gordinha, mas volta e meia o pego paquerando as moças magras que freqüentam o castelo. E depois dos trigêmeos então, a coisa ficou ainda pior!
_ E o que pretende fazer aqui? – perguntou Rapunzel.
_Vou fazer uma lipo e entrar para a academia, tenho que me cuidar não é meninas?!
_ Com certeza!-afirmaram em coro.
O Doutor chega e começa o atendimento. Aliás, nos últimos meses, a agenda do Dr. Holliwood anda lotada de personagens de contos de fadas que disputam aos tapas o atendimento preferencial entre as madames, as modelos e as pop stars.

Grupo:
Anunciada
Elioneide
Fernanda
Kátia Jumária



Brasil, mostra tua cara!

Ouviram das ruas gritos plácidos
Que buscavam liberdade
Digna de uma pátria amada
Amada pelos seus trabalhadores
Pelos seus jovens, suas crianças, seus idosos
Que no penhor de seus dias
Tentam construir o direito da igualdade,
Do trabalho, da moradia, da dignidade humana.

Entretanto, como descobrir os pinóquios
que vivem a dar respostas
para o caos que assola a vida do povo brasileiro?
Se dentre outras mil és tu Brasil, a pátria amada,
Onde estão teus filhos?
Dormindo nas calçadas das grandes cidades?
Abreviando o sono para enfrentar as fils de postos de saúde?

Alguns, poucos,vivem deitados eternamente
Em berço esplêndido
Estes, enxergam em seu horizonte
Apenas os lindos campos e os bosques
Infelizmente, o povo, heróico brasileiro
Mora um pouco mais distante

Pátria Amada, despertai!
Brada e recruta teu povo
Que não foge à luta
Nem teme a própria morte
Em busca do penhor da igualdade.

Ó Pátria Amada, Salve!...Salve!

Grupo:
Anunciada
Elioneide
Fernanda
Kátia Jumária


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

10º Encontro


07/11

Concluindo o TP 1.

Após um bom tempo retornamos com os encontros do Programa, esse intervalo tão grande não ocorreu propositalmente. Acontece que o mês de outubro tem muitos feriados e muitas comemorações nas escolas, como por exemplo: semana da criança, Dia do Professor,funcionário público, enfim,foi um mês difícil de encaixai uma data para realização das oficinas do GESTAR e ainda tive que disponibilizar horários para atendimento individual por conta dos projetos e portfólios dos cursistas.

Mas apesar de tão longo intervalo, não encontrei frieza nos professores e foi interessante o clima de saudosismo que se estabeleceu nesse encontro, parece que o fato de ter acontecido o Seminário de Avaliação dos formadores mexeu com os professores, é como se estivéssemos em clima de despedida e não houve como evitar uma avaliação do GESTAR por meio de falas, pois os professores estavam realmente com vontade de comentar avaliando o quanto o GESTAR contribuiu para a melhoria da pratica pedagógica e ainda foi unânime a angustia quanto ao tempo escasso para realização das atividades, bem como das oficinas- quatro horas e meia não são suficientes para trabalhar duas sessões de um TP- disseram em uníssono.

Sou da mesma opinião dos cursistas, de fato o tempo é pouco para tanta informação, mas tentei tranqüilizá-los afirmando e prometendo que os vínculos continuarão e mesmo com o fim do curso, faremos encontros temáticos periódicos e ainda sugeri que eles realizassem oficinas com os colegas na escola onde trabalham, que assumissem o papel de formador e levasse como filosofia de vida a frase de Cora Coralina:
“Feliz aquele que transfere o que sabe e
aprende o que ensina!”

Ficou acordado ainda que o planejamento didático anual de 2010 seja feito em conjunto e com base nos TPs e AAAs.Os professores de Língua Portuguesa que não participaram do formação serão convidados para discussão,seleção de textos e atividades e elaboração do plano anual das séries finais do Ensino Fundamental.Fiquei feliz com a idéia.

Bem mais deixando de lado o clima de despedida, até porque isso ainda está um pouco longe de acontecer, uma vez que ainda temos pelo menos mais cinco encontros pela frente e passemos para o que interessa: O estudo da sessão I da Unidade 2, cujos objetivos são:


1- caracterizar a norma culta;
2- caracterizar a linguagem literária;
3- caracterizar a língua oral e a língua escrita.

O texto que iniciou os estudos foi Babel é aqui: todas as línguas do português, em seguida fizemos comentários e passamos para a exibição dos slides sobre norma culta.

Outro texto interessante e também engraçado foi lido:Carta de Alfredão a Bertulino.Com essa leitura fizemos muitas reflexões sobre dialetos e idioletos, fazendo um paralelo com a fala dos nossos alunos.

Eis a proposta:

Leia a carta do Alfredão e discuta o problema de comunicação que houve porque os interlocutores não partilhavam o mesmo código.

Eis o texto:

Alfredão é um rapaz simpático, sociável e adora viajar. Numa de suas viagens ao interior, um inesperado acidente com o carro, obriga-o a ficar no mato. Por sorte, um fazendeiro socorreu-o, dando-lhe abrigo. Com o auxílio do fazendeiro, Alfredão pôde retornar à sua cidade. Já em casa, o moço felicíssimo pela ajuda que recebera, resolveu agradecer ao fazendeiro, através da seguinte carta:

“Paz e amor, bicho...você me amarrou na sua cara legal, muito barra- limpa. Achei jóia sua, quando sacou que eu estava na pior, com minha máquina transando no meio do mato, dentro daquele breu. O envenenamento do meu carango sempre me deixa baratinado e você ligou bacana, levando-me para o seu habitat. No dia seguinte, com colher de chá que você me deu com o seu trator, consegui emplacar no asfalto e batalhar firme uma carona até conquistar a metrópole.
Como não pudemos transar melhor, espero você para vir moitar uns dias comigo em minha lona legal, onde poderemos curtir fino papo com a turma ou transar com as doidonas das motocas, com suas calças apertadas e blusas transparentes.
Você poderá ir comigo para uma discoteca ou um inferninho e tenho certeza, adorará a onda do travoltismo.
Curtiremos um som jóia ou sacaremos umas minas no asfalto, para um programa bem legal. Fique na minha, você vai gamar.
Do chapa, Alfredão

Resposta do Bertolino:

Senhor Alfredão
Não entendi bulhufas de sua carta, é muita confusa e estou muito aborrecido por você começar me chamando de bicho, quando fui seu amigo sem o conhecer. Além do mais, devo dizer-lhe que sou macho pra burro. Se quiser eexperimentar, volte aqui, seu cachorrão. Não amarrei você em coisa alguma, o que fiz foi tratá-lo como gente civilizada. Se você achou alguma jóia aqui, deveria ter entregue à dona da casa. O que você praticou é caso de roubo. Outra coisa errada a sua, não tirei você de nenhum breu. Isso aqui não existe.
Acho que você está meio tantã. Também não lhe dei nenhuma colher de chá. Se por acaso você levou alguma coisa, que e pelo que eu senti, é costume em você, pode ficar com ela de recordação. Gostaria de saber quem foi o cretino que jogou veneno no seu carro, pois se foi algum empregado meu, vou mandá-lo embora. Aqui tem curtume e não vou sacrificar minhas aves para dar o papo você. Quanto a ir para o inferno com você, pode ir sozinho.
Sou muito religioso, inferno é feito para gente igual a você. O tal de negócios de minas e jóias não serve para mim. Nunca tive gosto nem tempo para bancar o garimpeiro. Também não sou marinheiro e não entendo de ondas.
Olha, moço, eu aqui sou muito conhecido e respeitado por todos. Pelo Juiz, pelo Padre, por políticos e pelo povo. Nunca alguém me chamou de bicho ou por outro nome de animais. Vê se me respeita, moço.

Bertolino

Eis o resultado da leitura:

Risooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooos....

Após esse momento de descontração e reflexão um pouco mais leve fizemos a leitura e discussão dos seguintes tópicos:

A norma culta não é melhor do que os outros dialetos: estes, tanto quanto a norma culta, cumprem perfeitamente sua função no ambiente em que são usados e com as pessoas desse ambiente.
2 – Aprender a norma culta é ter mais uma opção de uso da língua, importante em muitos momentos e ambientes. Quanto mais opções o sujeito tiver de uso da língua, mais ele vai poder atuar na sua comunidade e se desenvolver como cidadão.
3 – Ninguém deve ser discriminado por apresentar um comportamento lingüístico diferente do outro.

O próximo assunto abordado foi:O texto como centro das experiências no ensino da língua, cujos objetivos eram:
1 – conceituar texto ;
2 – indicar as razões do estudo prioritário de textos no ensino/aprendizagem de línguas;
3 – reconhecer os diferentes pactos de leitura dos textos.

Assim fizemos a leitura das páginas 99 a 102 e 116 a 120, dando ênfase ao quadro resumindo.

Chegou a hora de trabalhar com a INTERTEXTUALIDADE.

Objetivos:
Objetivos:
1 – identificar os traços da intertextualidade em nossa interação cotidiana;
2 – identificar os vários tipos de intertextualidade;
3 – identificar os pontos de vista nas diversas interações humanas..

O objetivo 2 foi o mais trabalhado, uma vez que com esse estudo seria melhor trabalhada as produções dos alunos.

Apresentei então os slides com os quadrinhos da Turma da Mônica que faziam alusão a contos de fadas e em seguida li para a turma o livro de Jessier Quirino, que foi um dos convidados desse encontro.

O livro tem um título que brinca, ou faz uma alusão a outro livro bem conhecido nosso.Ei-lo:
Chapéu mau e Lobinho Vermelho.

Na verdade Jessier Quirino faz uso de um tipo de intertextualidade ao qual se denomina pastiche, uma vez que nessa obra ele aproveita o clima e os recursos do conto infantil Chapeuzinho Vermelho para criar outro conto, porém podemos ainda dizer que houve também uma paródia, pois a narrativa foi subvertida e foram trabalhados outros valores diferentes e com temática atual-meio ambiente.
È um livro interessante, sem dúvida!

O próximo texto lido e dessa vez uma proposta de produção:


Após a leitura sugeri que em grupo os professores fizessem uma produção baseada em uma história da literatura infantil, o gênero ficaria a critério.

As produções serão postadas em breve.

Encerramos fazendo a leitura dos slides sobre intertextualidade, muito rapidamente , vale salientar.

E como é de costume outro convidado ilustre apareceu...

Era a hora de entrar em cena o baiano Xangai e a composição escolhida foi Marido preguiçoso.

Marido preguiçoso
Xangai
Marido se alevanta e vai armá um mundé
Prá pegá uma paca gorda prá nóis fazê um sarapaté
Aroeira é pau pesado num é minha véia
Cai e machuca meu pé e ai d´eu sodade
Marido se alevanta e vai na casa da sua avó buscá
A ispingarda dela procê caçá um mocó
E que no lajedo tem cobra braba num é minha véia
Me morde e fica pió e ai deu sodade
Entonce marido se alevanta e caçá uma siriema
Nóis come a carne dela e faiz uma bassora das pena
Ai quem dera tá agora num é minha véia
Nos braço de uma roxa morena e ai d´eu sodade
Sujeito te alevanta e vai na venda do venderão
Comprá uma carne gorda prá nois fazê um pirão
É que eu num tenho mais dinheiro num é minha véia
Fiado num compro não e ai d´eu sodade
Entonce marido se alevanta e vai na venda do venderim
Comprá deiz metro de chita prá fazê rôpa pros nossos fiim
Ai dentro tem um colchão véio num é minha véia
Desmancha e faiz umas carça prá mim e ai d´eu sodade
Disgramado se alevanta e deixa de ser preguiçoso
O homi que num trabáia num pode cumê gostoso
É que trabáia é muito bom num é minha véia
Mas é um pouco arriscoso e ai d´eu sodade
Entonce marido se alevanta e vem tomá um mingau
Que é prá criá sustança prá nóis fazê um calamengal
Brincadêra de manhã cedo num é minha véia
Arrisca quebrá o pau e ai d´eu sodade
Marido seu disgraçado tu ai de morrê
Cachorro ai de ti lati e urubu ai de ti cumê
Se eu subesse disso tudo num minha véia
Eu num casava cum ocê e ai deu sodade

A intenção foi voltar ao estudo da variações linguisticas, objetivando valorizar o “ dizido” nordestino.
9º Encontro
03/10
Iniciando os estudos do TP 1

Iniciamos o encontro com a exibição do vídeo Língua: Vidas em Português e posteriormente fizemos uma longa reflexão a cerca das variedades lingüísticas e os fatores que influenciam de maneira determinante nos “falares” dos usuários da língua.

Ainda é grande a insegurança de como trabalhar com as variedades linguísticas sem que se conceba o falar diferente como um desvio da língua e essa foi a questão na qual demoramos muito refletindo.

Finalizadas as discussões apresentei os objetivos da sessão I do TP e fizemos a leitura do texto de referência e em seguida do resumindo da página 27. Essa última leitura serviu para evidenciar a diferença entre dialeto e idioleto.

!. Relacionar língua e cultura
2.Identificar os principais dialetos do Português
3.Identificar os principais registros do Português.

Para aprofundarmos o assunto exibi os slides que demonstravam a diferença entre textos,de uma mesma temática,escritos por pessoas de níveis de estudo distintos.Foi quebrado aí a “seriedade” do encontro, pois até então as discussões deixaram os ânimos esquentados e a frase “Rapadura é doce MS não é mole não” serviu para fazermos comparações com a nossa missão de “ensinar Língua Portuguesa”, uma vez que, mesmo gostando de trabalhar com ela, percebemos que não é nada fácil mudar concepções e desfazer verdades engessadas.

Esse encontro não foi propriamente uma oficina, pois não teve proposta de produção, o TP exigia que discutíssemos a relação língua e cultura de forma aprofundada.

Encerrei as atividades com algumas considerações sobre os projetos em andamento, solicitando que os mesmos fossem concluídos até dois dias antes do Seminário de Avaliação a realizar-se em Gravatá.